O que fazer na Serra da Canastra: guia de São Roque de Minas
Quem planeja o que fazer na Serra da Canastra costuma tropeçar na mesma pedra: a Cachoeira Casca d’Anta tem duas partes, e elas não se ligam por dentro do parque. Quem vê a queda de cima, do mirante, não chega à base sem sair do Parque Nacional e contornar o pé da serra por estrada de terra. É a informação que decide se o seu roteiro dá certo, e por isso este guia do que fazer na Serra da Canastra começa por ela.
Resumo: o que fazer na Serra da Canastra
A resposta curta para o que fazer na Serra da Canastra é cachoeira alta, nascente e mirante de chapada. A serra fica no sudoeste de Minas Gerais, e a porta de entrada é São Roque de Minas. O atrativo principal é a Cachoeira Casca d’Anta, com 4,9 com 535 avaliações no Google — são 186 metros, a maior queda do rio São Francisco. Perto dela está a Nascente do Rio São Francisco, a 1.398 metros de altitude. Já a queda mais alta da região é a Cachoeira do Cerradão, com 202 metros em três lances. Por fim, o Morro do Carvão é o mirante que fica aberto quando o parque fecha.
| Lugar | Nota no Google | Entrada | Tempo de visita | Trilha |
|---|---|---|---|---|
| Cachoeira Casca d’Anta | 4,9 (535) | — | — | — |
| Cachoeira Casca d’Anta — Parte Baixa | 4,9 (619) | entrada gratuita | meio dia | trilha fácil · 1,5 km |
| Mirante da Parte Alta da Casca d’Anta | 5,0 (112) | entrada gratuita | meio dia | trilha fácil |
| Nascente do Rio São Francisco | 4,7 (40) | entrada gratuita | meio dia | trilha fácil |
| Cachoeira do Cerradão | 4,7 (531) | entrada paga | — | trilha fácil · 1,5 km |
| Cachoeira Rasga Canga | 4,8 (37) | entrada paga | — | trilha difícil |
| Morro do Carvão | 4,8 (364) | entrada gratuita | cerca de 1 hora | trilha fácil |
| Piscinas Naturais do Tio Zezico | 4,8 (466) | entrada paga | o dia inteiro | trilha fácil |
1. Cachoeira Casca d’Anta — 4,9 com 535 avaliações no Google
A Cachoeira Casca d’Anta é a maior queda do rio São Francisco: 186 metros de água despencando por um paredão de rocha. Ou seja, é o ponto exato em que o Velho Chico deixa o alto da serra onde nasce e começa a longa descida rumo ao sertão.
Ela é o primeiro item de qualquer lista do que fazer na Serra da Canastra, e é o cartão-postal do parque nacional, em São Roque de Minas. Contudo, lembre da armadilha do começo deste texto: a parte alta e a parte baixa são visitas separadas, com portarias diferentes.
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2. Nascente do Rio São Francisco — 4,7 com 40 avaliações no Google
A Nascente do Rio São Francisco é a razão de o parque existir, já que ele foi criado em 1972 justamente para proteger as nascentes do rio. O ponto fica a 1.398 metros de altitude, 587 acima do centro de São Roque de Minas. Dali sai um filete de água que percorrerá cerca de 2.800 quilômetros até o mar.
Por isso, é uma parada de significado mais que de espetáculo: o que se vê é modesto, e o que pesa é onde você está. Ela fica no alto da serra, no mesmo circuito do Chapadão.
Ver o acesso e o ponto no mapa →
3. Cachoeira do Cerradão — 4,7 com 531 avaliações no Google
A Cachoeira do Cerradão é uma das mais altas da Serra da Canastra: 202 metros divididos em três lances. No entanto, ao contrário da maior parte dos atrativos da região, ela não fica dentro do parque nacional. Está numa RPPN, uma Reserva Particular do Patrimônio Natural, com portaria e horário próprios.
Na prática, isso é uma vantagem de planejamento: como o horário não depende do parque, ela funciona como alternativa nos dias em que o acesso principal está cheio. Portanto, guarde-a como plano B. A trilha é fácil e a entrada é paga.
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4. Cachoeira Rasga Canga — 4,8 com 37 avaliações no Google
A Cachoeira Rasga Canga fica no alto da Serra da Canastra, a cerca de 2.000 metros de altitude — o ponto mais alto desta lista. Além disso, são quatro quedas, a maior com uns 15 metros, que caem em duas piscinas rasas e cristalinas.
Atenção ao nome, porque ele confunde quem procura: ela também aparece como Cachoeira do Colibri e como Rolinhos Parte Alta. Já a trilha aqui é difícil, portanto não é passeio para qualquer visitante.
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5. Morro do Carvão — 4,8 com 364 avaliações no Google
O Morro do Carvão é um mirante a 1.244 metros de altitude, 433 acima do centro de São Roque de Minas. O que o torna útil no roteiro é o horário: ele fica fora da trava de horário do Parque Nacional, com acesso livre 24 horas e sem portaria.
Ou seja, é para onde ir no nascer do sol ou depois que o parque fecha, isto é, nos dois momentos em que a Canastra fica inacessível por dentro. A entrada é gratuita.
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6. Piscinas Naturais do Tio Zezico — 4,8 com 466 avaliações no Google
As Piscinas Naturais do Tio Zezico ficam em São José do Barreiro, a poucos quilômetros da portaria da parte baixa da Casca d’Anta. Na prática, são poços de rio com camping ao lado. Além disso, e ao contrário do parque, a recepção funciona 24 horas.
Por isso ela resolve o problema de quem chega tarde à parte baixa: dá para dormir ali e entrar no parque logo na abertura, no dia seguinte. Aliás, entre as coisas que dá para fazer na Serra da Canastra fora do horário de portaria, esta é uma das poucas.
A armadilha de quem planeja o que fazer na Serra da Canastra
A parte alta e a parte baixa da Cachoeira Casca d’Anta não se ligam por dentro do Parque Nacional. Quem vê a queda de cima, do mirante do Chapadão, não desce até a base por trilha interna.
Para chegar ao pé da cachoeira é preciso sair do parque e contornar a serra pela rota de terra da Canastra parte baixa, que liga São Roque de Minas, Vargem Bonita e São José do Barreiro. É um percurso de estrada de terra, gratuito, que toma o dia todo.
Cada face tem ficha própria, porque são visitas diferentes. A Casca d’Anta — Parte Baixa, com 4,9 com 619 avaliações no Google, fica no Portão 4 do parque: são 1.500 metros de trilha fácil, cerca de 20 minutos, até o poço, com os 186 metros de queda de frente. Já o Mirante da Parte Alta tem nota máxima e mostra a queda de cima. Um dado que nenhum guia destaca: há um segundo estacionamento a 750 metros da cachoeira, de uso exclusivo de idosos e de quem tem dificuldade de locomoção.
Portanto, planeje o que fazer na Serra da Canastra assim:
- Um dia para a parte alta: entrada do parque em São Roque de Minas, Chapadão, nascente, o mirante da Casca d’Anta e o Primeiro Poço, a 330 m dele, onde o rio forma poços para entrar na água.
- Outro dia para a parte baixa: rota de terra até São José do Barreiro e a base da queda de 186 metros, com 8,5 km de estrada de terra e entrada gratuita.
- Fora do horário do parque: Morro do Carvão, que não tem portaria.
Perguntas frequentes sobre a Serra da Canastra
Qual cidade é a base para fazer o roteiro da Serra da Canastra?
São Roque de Minas é a principal porta de entrada do Parque Nacional da Serra da Canastra, no sudoeste de Minas Gerais. É de lá que sai o acesso à parte alta, ao Chapadão, à nascente do rio São Francisco e ao mirante da Casca d’Anta. Vargem Bonita e São José do Barreiro, por sua vez, dão acesso à parte baixa da cachoeira.
Qual a maior cachoeira da Serra da Canastra?
Em volume e fama, a Cachoeira Casca d’Anta, com 186 metros — é a maior queda do rio São Francisco. Em altura absoluta, porém, a Cachoeira do Cerradão é maior: são 202 metros, divididos em três lances. A diferença é que o Cerradão fica numa reserva particular, fora do parque nacional, e não no curso do São Francisco.
Dá para ir da parte alta à parte baixa da Casca d’Anta?
Não por dentro do parque. A parte alta e a parte baixa da Cachoeira Casca d’Anta têm portarias diferentes e não são ligadas por trilha interna. Para ir de uma à outra é preciso sair do Parque Nacional e contornar o pé da serra por estrada de terra, passando por Vargem Bonita e São José do Barreiro. A parte baixa fica no Portão 4, com 1.500 metros de trilha fácil até o poço e entrada gratuita. Portanto, reserve um dia para cada.
Precisa de 4×4 para fazer o roteiro da Serra da Canastra?
Não para a entrada principal do parque em São Roque de Minas, que é pavimentada até a portaria. Já a rota de terra da parte baixa e o acesso ao Morro do Carvão são estradas não asfaltadas, onde carro comum costuma passar na seca. No período de chuva, em compensação, tração nas quatro rodas faz diferença.
Qual a melhor época para fazer a Serra da Canastra?
A seca, de abril a setembro, é a melhor época para fazer a Serra da Canastra, por causa das estradas de terra e da visibilidade no alto do Chapadão. Já a época de chuva, de outubro a março, dá mais volume à Casca d’Anta e ao Cerradão — aliás, é a melhor época marcada na ficha das duas faces da queda —, embora complique o acesso. Como a Canastra depende muito de estrada não asfaltada, a estação seca costuma render um roteiro mais previsível.
Como esta lista foi feita
Esta lista do que fazer na Serra da Canastra saiu do nosso catálogo de São Roque de Minas, a porta de entrada do parque. A ordem é a do número de avaliações no Google — ou seja, não é opinião e não é posição paga.
- Nota e número de avaliações: Google, buscados pela API oficial e exibidos com atribuição em cada ficha. Não guardamos texto de avaliação.
- Altura das quedas, altitude e distâncias: conferidas por nós e medidas sobre o ponto registrado no mapa.
- Regras de acesso do Parque Nacional: página oficial do ICMBio sobre o Parna da Serra da Canastra.
Dados conferidos em 15 de setembro de 2026. Horário e condição de estrada mudam por temporada, portanto confira a ficha e o ICMBio antes de sair de casa. A lista completa está em todos os lugares de São Roque de Minas.
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Publicado em 23 de setembro de 2026 por Só Vamos.


